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Trabalhos

Resumos de alguns trabalhos realizados por Loeci Pagano Galli

Trabalho Novo - Pequena Reflexão Sobre a Complexidade na Psicoterapia

Psicopatologia Fenomenológica

Tese Loeci

Trabalho na Revista de Gestalt da UERJ

Entar em Estudos e Pesquisas, clicar em edições e Ano 9, número 1, Um olhar fenomenológico sobre a questão da saúde e da doença: a cura do ponto de vista da gestalt-terapia.

 

1 - A Dialógica do Indivíduo e a Sociedade

Este Trabalho busca a compreensão fenomenológica da existência humana em sua ontológica pluralidade e singularidade. a Coexistência é o fundamento de toda a possibilidade humana de conhecer.

O homem é plural. Os outros não são aqueles com quem o indivíduo convive, nem aqueles que o completam, os outros constituem-no.

O indivíduo pode ser entendido como uma pequena partícula da vida, mas ao mesmo tempo carrega a plenitude da realidade viva - a existência, o ser, o contém o todo da vida, sem deixar de ser uma unidade elementar da mesma. É singular com as características do todo.

2 - Ser em um Mundo Pós-Moderno. Uma Leitura da visão de Michel Maffesoli.

O desenvolvimento científico, tecnológico ou econômico aparecem com grande velocidade, mas ao mesmo tempo despertou uma lentidão, pois sendo agora a vida mais do que instantes imóveis, eternos, é preciso tirar o máximo de prazer.

A cultura do prazer, o sentimento do trágico, o afrontamento do destino, tudo isso é causa e efeito de uma ética do instante.

Maffesoli interroga-nos se os cavaleiros do graal pós-moderno não são justamente os aventureiros do cotidiano, já não projetando suas esperanças em hipotéticos ideais longíncuos, mas dedicando-se a viver o melhor possível, com qualidade e intensidade existencial. A aceitação do presente não é senão uma outra maneira de dizer da aceitação da morte.

3 - A Centralidade da Cultura: A dimensão Global.

Vivemos uma multiplicidade desconcertante e cambiante de identidades possíveis, onde poderíamos nos identificar com cada uma delas temporariamente.

Os seres humanos são interpretativos, instituidores de sentido. A vida cotidiana das pessoas foi revolucionada, a cultura indica a forma como penetra em cada recanto da vida social conteporânea. A cultura é agora um dos elementos mais dinâmicos e imprevisíveis.

4 - Modernidade e Pós Modernidade na Estética do Comportamento Humano, Uma Visão da Gestalt Fenomenológica.

Viver é em si mesmo uma arte, a mais importante, e, ao mesmo tempo, a mais difícil e mais complexa arte praticada pelo homem. Na arte de viver, o homem é simultaneamente o artista e objeto de sua arte, ele é o escultor. A consciência humana tende sempre a um estilo. Tomar consciência é tomar forma.
A consciência da nossa própria história e da humanidade como um todo é uma condição indispensável a uma vida rica e realizada. A historia trás ao consciente o que somos e o que possuímos.
A interpretação reconstrutiva é utilizada na investigação dos fenômenos históricos, assim, trazer à luz todas as épocas históricas, pode alargar, completar e corrigir a nossa concepção limitada, parcial e questionável destas épocas.
Compreender o homem no tempo pela concepção fenomenológico-existencial significa que somos seres predominantemente relacionais, constituídos e formados/deformados nas relações. Segundo Perls (1997), precisamos encontrar o saber que todos temos dentro de nós, pois a pessoa vai se distanciando tanto de si mesma que perde o contato com o seu querer. Padrões externos não nos faltam, são os nossos desafios existenciais.
Na modernidade a sociedade, a despeito de toda a ênfase que atribui à felicidade, à individualidade e ao interesse de cada um, ensinou ao homem que não é a sua felicidade a meta da vida e sim a satisfação de seu dever de trabalhar, ou seu sucesso. Tudo é importante para ele, salvo sua vida e a arte de viver; é a favor de tudo, exceto de si mesmo.
A transmissão de valores do modernismo para o pós-modernismo se dá pela leitura que o ser humano faz de maneira muito sutil, dos comportamentos esperados e aceitos socialmente. Desta forma, para sobreviver e encontrar seu caminho, esse ser desenvolveu-se da melhor forma que pode, fez ajustes por vezes estranhos e, no conflito com o contexto, modificou muito mais a parte sobre a qual tinha poder para modificar - ele mesmo; isto é moldou-se muito mais do que influiu na alteração do seu meio ambiente.
Portanto o ser humano, dentro dos contextos ainda atuais, tem de ser defensivo e desconfiado porque percebe com maior ou menor clareza que precisa se proteger.O conhecido lhe dá alguma segurança. Podemos ver aí um aparente paradoxo, quanto pior o seu contexto, mais apegado a ele, por ter menos confiança em si para experimentar o diferente. O contexto não lhe permitiu desenvolver a auto-confiança e a auto estima indispensável para isso.
No modernismo, o bombardeio cruel e sistemático que sofremos desde o início de nossas vidas para nos enquadrar e para sermos adequados em nome de uma boa educação, fez com que desenvolvêssemos sistemas de resistência.
No pós-modernismo o importante é participar com os outros, é o ressurgimento do fenômeno comunitário, agora voltado para o emocional.

A estética coletiva repousa sobre a multidão, o estar-junto é um eu poroso em estado de transe que adere aos movimentos da massa, às diversas modas, aos sentimentos. Ambientes que lhe garantem assim a calorosa segurança de uma comunidade arquetipal. Uma espécie de tolerância geral que, por indiferença, aceita coabitar com o outro, na medida em que esse outro não pretenda impor seus próprios valores. A diversidade pouco importa, pois o importante é a comunhão. Corre-se atrás das festas, dos ajustamentos e de outras ocasiões convivais.

“Assim parece que o conflito entre o indivíduo e a sociedade é resultado de uma velha e interminável serie de guerras: guerra na sociedade, guerra na família, guerra entre os sexos, e a pior de todas as guerras: as guerras interiores.”
(Ribeiro, 1998, p. 46)

Se por um lado acreditamos menos em nós, por outro, as defesas são proporcionais as pressões sofridas no contexto total: externo e interno. Quanto mais o indivíduo se sente acuado, mais fica resistente e mais se defende. Por isto esta falta de confiança de fé em si mesmo, no outro e no mundo foi uma construção penosa, porém necessária como sobrevivência.
A essência e a intenção da gestal-terapia apontam de forma clara para a direção do respeito a essas defesas tão duramente construídas, importante seria conscientizar-se de que precisamos trabalhar com elas, jamais contra elas.
Só sendo aceitos por pessoas significativas para nós é que poderemos nos aceitar, parar de nos julgar e de aceitar eternos julgamentos alheios e, assim, nos desenvolvermos e nos recuperarmos, não para mudar ou não mudar, não para resistir ou se defender, mas sim para viver.

5 - O Autoconhecimento como Busca de Realização Pessoal e Profissional: Um enfoque da Gestalt-terapia.

Quando um indivíduo não tem bom autoconhecimento fala o que acredita que pensa e age de acordo com o que pensa que sente, assim muitas vezes sua fala é uma, e sua ação é contrariamente outra.

Quando me conheço o suficiente posso escolher minha própria direção, e esta é uma mudança construtiva; assume e aceita a responsabilidadedas suas próprias escolhas.

A atenção. a sensibilidade, as emoções, os apegos, o pensamento e até o estilo de vida devem ser treinados e disciplinados por todo aquele que deseja contribuir como transformador social.

6 - A Arte de Bem Viver

Cada um de nós é chamado a decidir pela sua vida e pelo seu próprio destino.

A vida do homem se realiza como arte, ela mesma é sua história e sua arte e de sua significação resulta o passado maestro do futuro.

Constatamos que estamos vivendo, que ser significa viver, mas temos que fazer algo pelo nosso viver. Por isso temos que fazer algo pelo ser, não é só viver, mas o como viver.

Somos seres em processo, presisamos descobrir quem podemos estar sendo de verdade, ao invés de nos dizer quem devemos ser. No momento em que pudermos olhar uns para os outros, examinando aquilo que estamos podendo ser, estaremos envolvidos no processo de mudança.

7 - Reflexões Sobre a Publicidade Hoje

A proposta deste trabalho é utilizar o princípio da auto-reflexão para avaliar a publicidade de hoje.

Nunca se saberá com absoluta certeza se a publicidade (como sustentam alguns) se limita a refletir as atitudes sociais existentes ou se o seu papel (como tentam pensar outros) consiste em exercer o veículo dinamizador que impulsiona o processo de despertar valores tradicionais importantes para a reflexão sobre a construção da sociedade.

A publicidade é o meio de comunicação mais potente que existe, por isso ela deve servir para difundir os problemas que hoje perturbam a humanidade e mostrar a realidade.

É preciso estar atento ao meio como formador do homem e no qual ele está imerso. O potencial humano é tão infinito quanto sua adaptabilidade humana. A Gestalt-terapia ressalta a potencialidade inerente no organismo para crescer e atualizar-se. O organismo retira do meio o que precisa para sobreviver.

8 - Livros de Auto-ajuda, Técnicas de Desbloqueio? Uma Reflexão como Gestalt-terapeuta.

Em busca de soluções apressadas e mágicas, as pessoas se voltam para os livros de auto-ajuda ou técnicas rápidas, buscando solução para seus conflitos.

O importante é ler, aceitar exercícios ou não respeitando seus limites; o risco está em receber essas informações acreditando que tudo depende somente dela; a busca de mudança rápida, como otimizar seu potencial para o sucesso, como controlar sua vida e sair da depressão, como impor sua vontade aos outros e chegar ao topo, como liberar suas emoções, como desbloquear sua sexualidade etc...

As pessoas se exercitando numa certeza de vitória, muitas vezes irrealista, são levadas, depois de algum tempo, a sentimentos extremos de menos valia, de depreciação, de depressão mais profunda, pois culpam-se por saberem tudo que precisam fazer para serem felizes, conseguirem emprego e não conseguem.

O comportamento dirigido pode agravar perturbações existente, ficando mais difícil uma solução verdadeira. Nenhum conflito interno é uma relíquia do passado que precisa ser destruída como se fosse um habito que segue persistindo. Podemos estar certos de que estes conflitos refletem e são determinados por necessidades severas, dentro de uma estrutura de caráter existente. Se não estivermos certos quanto ao seu significado, corremos o risco de substituir uma velha imagem idealizada por outra nova também idealizada.

9 - Awareness e Circulo Hermenêutico em Heidegger e Gadamer

Awareness é uma forma de experienciar. É o processo de estar vigilante com o evento mais importante no campo indivíduo/ambiente. Todo o ser humano tem alguma awareness, algum meio de experienciar o mundo e nele se orientar, mesmo que a awareness seja parcial, A awareness é eficaz apenas quando fundamentada e energizada pela necessidade atual dominante do organismo. é experienciar e saber o que estou fazendo agora e como.

A palavra hermenêutica em sua origem etmológica pode apresentar vários sentidos: exprimir, proclamar, interpretar, traduzir. Se deriva do verbo grego hermeneuin. O hermenêutico não é primeiramente a explicação, mas, antes disso, é o já trazer numa mensagem e comunicação.

heidegger nos diz que o método fenomenológico trata daquilo que se esconde sob o logos, que é a singularidade que tenta se expressar no logos, mas que o logos sempre oculta, é o elemento hermenêutico.

O homem se compreende enquanto compreende o ser, compreende o ser enquanto se compreende a si mesmo. há uma circularidade. quer dizer, o compreender-se a si mesmo, seria o universo apofântico (o logos da compreensão da linguagem) e o compreender o ser, seria o universo hermenêutico.

Assim compreender plenamente algo não é pleno, porque lidamos com uma carga histórica que nos limita. Nossa limitação do compreender é traduzida por uma história da qual não consegumios dar conta, nem como indivíduos, nem como grupos. Só depois que somo fato concreto, determinado pela história, pela cultura é que podemos compreender algo, por isso nosso compreender nunca é transparência.

Segundo Gadamer não está em questão o que nós fazemos, ou deveríamos fazer, mas o que ultrapassando o nosso querer e fazer, nos sobrevêm ou nos acontece.